sábado, 19 de junho de 2010

Os ventos




Ventos balançam as folhas lá fora
Ventos as fazem cair
Ventos as levam para longe
Ventos as trazem de novo aqui
Os ventos da vida me levam pessoas
Me trazem lembranças
Apagam tristezas
Mais deixam as marcas
E muitas vezes os ventos formam furacões
Fazem vendavais
E dentro dos corações
Até mesmo temporais
Não sei se os ventos me trarão de volta
Aquilo que me levou
Espero que leve a minha saudade
E que me traga de volta o amor


quinta-feira, 17 de junho de 2010

Mudança


Queria poder te dizer

Que nada mudou em mim

Que te amo como sempre

Sinto muito, mais não é bem assim

Muita coisa mudou

Desde que nos conhecemos

E eu já não sou mais a mesma,

Quem era, o que queria

Já não me basta mais

Nossos sonhos, nossos planos

Já não combinam mais

O que o tempo fez

Não sou capaz de mudar

Mesmo que lhe cause dor

A ponto de te fazer sangrar

Dizem que tudo na vida passa

Então isso também vai passar

Mas mesmo não podendo mudar

Me culpo por não poder ser a mesma

Que por tanto tempo você esperou

Mais ainda sou capaz de acreditar

Que vais encontrar de novo o amor.

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Riscos


Se eu te amar

Eu corro o risco de não ser amada

Se eu chorar

Eu corro o risco de parecer ser frágil

Se eu te der o meu sorriso

Posso não receber um

Se eu estender a mão

Eu posso me envolver

Mais o pior perigo

É nada arriscar

Quero correr os riscos para amar

Mesmo que isso me faça chorar

Mesmo que seu sorriso eu não receba

Estou correndo todos os riscos por você

Pois o pior perigo é nada arriscar

Noites de tormenta


Porque me atormentas todas as noites,

Se todos os dias já penso em ti?

Já não basta os dias em que te vejo,

E que longe ainda estais de mim?

Até nos sonhos me persegues?

Porque me torturas tanto?

Já não basta a solidão que sinto?

No meu peito existe pranto,

Vieste apenas me fazer sofrer,

E mesmo assim me faz te querer,

Mais não devo, não posso,

Por isso te digo até logo

Mesmo te querendo aqui.

Me faz sofrer, me fez chorar

E mesmo assim, não vou negar

Que de ti não deixei de gostar

O dia vai e a noite a chegar,

E mais uma vez vem me atormentar.