sexta-feira, 30 de julho de 2010

Coisas que eu odeio em você

Odeio o modo como arruma o cabelo e como fala comigo,
Odeio o seu convencimento e quando não tá nem ai para o que eu digo,
Odeio o jeito como anda e como consegue ler minha mente,
Eu odeio tanto isso em você, que até me sinto doente,
Eu odeio como está sempre certo,
Eu odeio, odeio quando você mente,
Eu odeio quando me faz rir muito e mais ainda quando me faz chorar,
Eu odeio quando não está perto e o fato de não me ligar,
Odeio quando não diz o que sente e as coisas que faz pra me torturar,
Mais odeio principalmente, não conseguir te odiar,
Nem por um pouco, nem mesmo por um segundo,
Nem mesmo só por te odiar.

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Uma linda história de amor para contar


Quando a porta se abrir
Eu já sei que é você, que vai chegar
E se um dia acabar
Eu não vou suportar, te ver sem mim
Vou me perder no tempo
E afogar lembranças
Dessa história de nós dois
O que vivemos, não vai ser apagado
O que passamos, nunca será mudado
E nós teremos, uma linda história de amor para contar
Não seguirei sem você
Tente me entender, não vou mudar
Quando sozinho estiver
É só pensar em mim e me encontrar
Nem mesmo todo tempo
Nem a maior distância
Acabará o meu amor
Você meu coração roubou
O que vivemos, não vai ser apagado
O que passamos, nunca será mudado
E nós teremos, uma linda história de amor para contar
Bem sei, meu coração é seu pra sempre
E que, algo que é impossível é te esquecer
Tudo vai mudar
Mais nunca o meu amor
Eis que ergui minha cabeça
Não posso me envergonhar
Do que fui ou do que sou
Isso me faz ser única
Sou sensível, sou forte
Tenho dúvidas, medos, angústias
Sinto, sofro e choro
Amo, odeio, me engano
Erro, caio, apanho
Bato, perco, ganho
Sonho, luto, venço
Penso bobagens, faço besteiras
Tenho manias e frescuras
Meu olhar fala mais que a minha boca
Mais poucos o sabem ler
Transmitem doçura, encanto, paixão
Alegria, medos, dores, decepção
Meu olhar é intenso e profundo
Mais será que alguém nesse mundo o pode decifrar?
Tenho qualidades e defeitos
Mais defeitos quem não tem?
Aprendi a me valorizar
Não permitir que ninguém tente me mudar
Fazer com que perca minha identidade
Quando acredito tenho certeza
Bem forte convicção
E estou resolvida de coração
A não deixar de ser quem sou
Às vezes falo e não faço
Muitas vezes por não conseguir
Tenho medo do tempo
Que insiste em não esperar
Que passa muito depressa
Pare um pouco!
Mais ele não me escuta
Ó tempo como tu és cruel!

O que era já não é

Às vezes pensamos em tudo que é
Como se jamais fosse acabar
Como se fóssemos imortais
Imunes a qualquer dano ou adversidade
Mas, descobrimos
Muitas vezes da maneira mais dura
A fragilidade de SER
E que basta estar vivo para morrer
E quão grande é nossa insignificância
O que julgamos ser para sempre
SEMPRE chega a um fim
Ontem o que era já não é

domingo, 18 de julho de 2010

Escuridão

Andava tranquilamente
Caí num buraco profundo
Sombrio e escuro
Quanto temor eu senti
De lá pensei não poder sair
Gritar? Tentei
Mais ninguém parecia ouvir
E agora, o que fazer?
Quem daqui irá me resgatar?
Por favor! Depressa!
Pois não sei se possso aguentar
Desespero me abateu
Mais derrepente apareceu
Uma luz a me guiar
E a luz veio a me mostrar
O que eu não percebi
O que a escuridão não me deixava ver
Que o buraco não era tão profundo assim
E de lá poderia sair
Bastava me levantar
Pois o buraco estava dentro de mim
E era profunda a minha solidão
E foi isso o que me fez cair
Desesperança e desilusão
Abateram sobre meu coração
Quanto medo eu senti
Mas a luz dentro de mim
Iluminou minha percepção
Me ajudou a levantar
E tranquilamente voltei a andar.

Você

Entre os muitos que esse poema irão ler
Você, só você sabes que estou falando de ti
Que mesmo quando o que mais quero é chorar, me faz rir
E quando eu quero mergulhar na minha própria solidão
Me jogas o bote que preciso para voltar a superfície
Me proteges de mim mesma
Me salvas dos meus próprios medos
E quando como uma criança chorei
De uma dor que não soube explicar
Com apenas palavras
Pôde me livrar
Desta dor que me apertava o peito
E quando sozinha eu penso estar
Você aparece para me mostar
Que só eu nunca estarei
E que mesmo longe você está perto
Para me proteger e cuidar de mim
Você foi a pessoa certa, no momento certo
Sei que posso confiar em ti
E da minha vida não te deixarei partir

Tempo


Às vezes a palavra mais dura
A última que se quer ouvir
Mas, outras vezes é a cura
Que o coração precisa para seguir
Seguir em frente, seguir adiante
Parece que está distante
Esse tempo entre eu e você
O tempo não morre, não se cansa
Mais pode matar e separar
Levar sem devolver
Desfazer o que o tempo faz?
Nem sempre ele te dá a chance de voltar atrás
Tempo amigo, tempo cruel
Doce e amargo, como mel e fel
Por que demoras de passar?
Ou porque passas tão depressa?
Passa dia, passa hora. Que demora!
Cada segundo sem você é eterno
Mas o tempo está passando
Passa verão, chega o inverno
Estou ainda esperando por você
Esse dia, esse encontro
Pode ainda acontecer
Hoje? Amanhã? Quando?
Só o tempo irá dizer